Maria Brás Ferreira
Doutoranda de Estudos Portugueses da NOVA FCSH, com uma bolsa FCT, desenvolve um projecto em torno de Agustina Bessa-Luís e Manoel de Oliveira, a partir do conceito de melancolia. Licenciada e mestre em Estudos Portugueses com a tese “Modos de Cindir para Continuar. Uma leitura de A Noite e o Riso e Estação, de Nuno Bragança”. Publicou dois livros de poesia, Hidrogénio (Flan de Tal, 2020) e Rasura (Fresca, 2021). Recebeu uma bolsa de criação literária da DGLAB. É editora da revista Lote.
“BIBE
(…)
Mas urgia ser moderna.
Rasgou-se o bibe, as letras do nome descoseram-se,
sobrou, uivando, o cabide,
e um mar calmo — o mar anda pateticamente calmo.”
Rasura (Fresca Ed.), Maria Brás Ferreira.
Maria Brás Ferreira nasceu a 25 de Novembro de 1998, em Lisboa. É licenciada em Estudos Portugueses pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e frequenta o mestrado homónimo, na mesma faculdade. Dirige a revista Lote, na qual participa como autora (poesia e ensaio). Publicou o seu primeiro livro de poesia em 2020, Hidrogénio, pela editora Flan de Tal. Encontra-se a escrever uma tese sobre Nuno Bragança. Entre leituras, banhos de mar e a peculiar irmandade que trava com a cadela Chica, Maria lembra-se de não esquecer a fala que é a sua e o tempo que fugindo pode ser tatuagem (imagem) escrita (palavra). De resto, o biscoito da ironia salva-a dos domingos na cidade (ou de redigir a sua própria biografia).
Maria Brás Ferreira estreia-se na Fresca com “Rasura”.