Ana Freitas Reis
Emanuel Madalena
Francisca Camelo
Gabriela Gomes
Hermes
Hugo Miguel Santos
João Cardona
João Coles
Miguel Royo
Minês Castanheira
Rui de Noronha Ozorio
Samsara
Tatiana Faia
Vasco Oliveira
Sérgio Morais
Joana de Bastos Rodrigues
Inês Morão Dias
Maria Brás Ferreira
Lourenço Quintão
Pedro de Queirós Tavares
Narciso Pinto
Melrose
Fernando António Machado
Vítor Teves
CATÁLOGO FRESCA
"Daydreams & Nightmares", a obra de estreia de Melrose.
Natural de São Miguel e formada em Belas Artes em Lisboa, a Mel é uma artista transdisciplinar que utiliza a escrita para explorar temas complexos como a identidade, o género e a sexualidade. Neste livro, essa fluidez ganha casa: o texto, acompanhado por colagens digitais, funciona como um diário ou "cápsula do tempo", reunindo 31 poemas que a autora descreve como pensamentos diários e devaneios que saltam de um estado meditativo para o papel.
Há mulheres
que guardam
as mãos caídas
atrás das costas
e o peso do rosto tombado
na estrada.
“A ilha à procura do seu fim” de Joana de Bastos Rodrigues
Joana de Bastos Rodrigues nasceu em 1984. Licenciada em Cinema pela Escola Superior de Teatro e Cinema, frequentou também a Sorbonne Nouvelle – Paris III (Erasmus). Em 2010 terminou o mestrado em Comunicação e Artes na FCSH da Universidade Nova de Lisboa sob orientação dos professores Teresa Botelho e José Manuel Costa com uma dissertação sobre o cinema nativo-americano contemporâneo.
De entre as experiências em diferentes áreas da produção cinematográfica destacam-se a assistência ao realizador americano Jeff Lipsky na longa-metragem Once More with Feeling (Nova Iorque, 2009), a montagem do filme The Last (Nova Iorque, 2019) do mesmo realizador e o estágio profissional sob orientação do realizador brasileiro Marcelo Galvão (São Paulo, 2011).Como realizadora e argumentista destacam-se as curtas-metragens TOMFL – Test of Movement as a Foreign Language (galeria Quai de la Batterie, Arras, França, 2010), o tríptico Trailers de Não-Filmes (Secção Director’s Cut, Festival Indielisboa, Lisboa, 2013) e o documentário No Laboratório da Via Láctea (galeria Espaço Mira, Porto, 2015). Em 2016 encenou a peça de teatro Porta Aberta em formato televisivo para a RTP2. Para o mesmo canal, realizou também duas temporadas da série informativa ABCDireito e, em 2020, a série de ficção Lisboa Azul. Em 2020 adapta textos teatrais para o ecrã – estes últimos integrados na série televisiva de cariz experimental Cassandra, com direcção artística de Nuno M. Cardoso, da qual realizou dois episódios. É também em 2020 que publica o seu primeiro livro de poesia Dos Nomes, As Outras Palavras através da editora Exclamação. Em 2021 co-realiza a terceira temporada da série O Clube - nomeada para Globo de Ouro de Melhor Ficção - para a Opto / SIC. Em 2022 e 2023 dedica-se à escrita e consultoria de argumento, participando em projectos de séries para canais portugueses que se encontram em fase de pré-produção.
E O Éden É Tão Triste de Emanuel Madalena
VI
Bem-aventurados esses que são como um livro aberto
de miolo ao sol, a moeda falsa gravada na fronte
daquele que a fabricou,
códice espreguiçado em cauda de pavão
sem capa nem ordem
mas boa gramagem
– porque verão deus no cálcio da pele e na cinza do seu sangue.
ESCONDERIJO DO SONO
Mal pousando na ponta do beliche
amortecendo-se na plumagem de palha
o gambuzino inclina-lhe aos pés a máscara
Mal abrindo as pálpebras da concha
desembrulhando-se da colcha na bruma
a rapariga orna-lhe o pescoço com um colar de filhotes de corvo
Mais um acórdão entre os reinos
mais uma passagem assegurada
RIO KLASIES
Por vezes, a sonoridade
procura em reduto sepulcral abrigo
onde possa ser neutra.
Este É O Teu Corpo
Ainda é com o pó que brincamos, a candeia está acesa.
No grande fogo não se toca.
As cabeças chocam, a recordação falha, conhecemos o eterno regresso.
O amuleto é tempo. Há uma demanda líquida em todos os seres, rito de passagem.
Ao amanhecer, arrastas os pés e sacodes o tédio.
(braçada.
Mesmo tu mesmo inteira mesmo ter-te tato de oceano
qual dorso extenso estrangeiro me aderes quanto
no mais vento volante desses quartos sem cama
jurando-te meu último cigarro que dispo durante
desde o topo à massa tua massa nossa assim a dança
para seguir golfo então entrando intruso altitude plana
nesse teu imenso nome emerso quão corpo do mundo
onde arde dentro o poema se incendeia tamanho tanto
quando súbito já a banda somos juntos somos ambos
canção cuja escrevo fogo tua nuca que aqueduto
como mancha minha movimento de mergulho
tocar fundo tocar cinza tocar forma tua tão tua
por mentira.)
Princípio
A noite ganhando espaço, rodando inteira, esticando os dedos no esfumado. Agora tudo se confunde e se estreita, caindo sob a claridade delimitada para o interior de um sítio novo no mundo.
No poema ficou o mais secreto. Como se eu varresse para dentro de mim silenciosamente todas as coisas da casa.
2ª edição
A Poetria, através da sua editora Fresca Ed, publica mais um novo autor. Lourenço Quintão apresenta-nos o seu primeiro livro de poesia, Problema Pulmonar.
“AS CATARATAS DO NIÁGARA
para o José Carlos Soares
Só existem duas espécies de aves
que o meu avô Manel consegue ver:
os pássaros de Yeats,
quando lhe leio o poema
em voz alta,
e a coruja da vizinha
com o seu chapéu
de pluma
branca -
escusado será dizer que o meu avô Manel
jamais nadou ou andou
nas margens do rio Niágara.”
Prelúdio E Fuga Em Português Suave (Fresca Ed.), Hugo Miguel Santos.
Prelúdio E Fuga Em Português Suave de Hugo Miguel Santos.
Primeiro livro de poesia deste jovem autor, Prelúdio E Fuga Em Português Suave foi lançado e apresentado a 19 de março de 2022, pela professora Rosa Maria Martelo.
O evento decorreu na Casa Comum, reitoria da Universidade do Porto.
Miguel Royo (1993) nasceu em Espanha e emigrou para Portugal em 1999. Criado no Porto, é arquitecto mas sempre nutriu interesse pela literatura e pelas artes visuais. Tem uma tese de mestrado sobre o filme Stalker (1979) e publicou artigos nas revistas Caliban, The Apollonian, The Jim Morrison Journal e Dédalo.
“Na Pedra A Luz Afia O Gume” é o seu primeiro livro.
As entregas serão realizadas no recinto da Feira do Livro do Porto nos Pavilhões da Poetria a partir do dia 27 de Agosto, ou expedidas para a tua morada a partir dessa data.
Maria Brás Ferreira nasceu a 25 de Novembro de 1998, em Lisboa. É licenciada em Estudos Portugueses pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e frequenta o mestrado homónimo, na mesma faculdade. Dirige a revista Lote, na qual participa como autora (poesia e ensaio). Publicou o seu primeiro livro de poesia em 2020, Hidrogénio, pela editora Flan de Tal. Encontra-se a escrever uma tese sobre Nuno Bragança. Entre leituras, banhos de mar e a peculiar irmandade que trava com a cadela Chica, Maria lembra-se de não esquecer a fala que é a sua e o tempo que fugindo pode ser tatuagem (imagem) escrita (palavra). De resto, o biscoito da ironia salva-a dos domingos na cidade (ou de redigir a sua própria biografia).
Maria Brás Ferreira estreia-se na Fresca com “Rasura”.
“Acho que este livro começa na Itália, três vezes: a primeira vez quando visitei Bolonha em abril de 2018 no meu aniversário de 31 anos com o intuito de comer a verdadeira bolonhesa - comer pra mim é importante -, a segunda quando fui a Nápoles em novembro de 2018 e a terceira vez quando ouvi uma Professora chamada Vita Fortunati da Universidade de Bolonha, numa palestra na Faculdade de Letras do Porto, quando a minha filha tinha apenas 12 dias. Eu nunca vou esquecer a pronúncia daquela mulher falando em inglês com sotaque italiano e que conseguiu me tirar da função materna me levando novamente para uma função de aluna. Da palestra anotei: writing in a foreign language - trying to construct an identification - not erasing oneself.”
(Do Prefácio)
às vezes parece que não
mas a minha poesia
pertence-me
a minha poesia é minha
a minha poesia é minha
minha e de quem mais a amar
e se a quiserem queimar
as cinzas juntam-se ao estrume
mas eu
ficarei intacta.
3ª edição
Ana Bessa Carvalho, Ana Luísa Amaral, Ana Paula Inácio, André Domingues, André Tecedeiro, Francisca Camelo, José Carlos Soares, José Manuel Teixeira da Silva, Kallie Falandays, Paulo Rema, Pedro Craveiro, Rui Azevedo Ribeiro, Samsara, Renata Portas, Ana Rocha, Jorge Palinhos, e com os artistas Daniel Flores, Gonçalo Sério Limpo, Vera Oliveira, Marco Dias, Graça Martins e Isabel de Sá.
(livro com mais de 18 meses, válido para o cartão Amigo Poetria)
um par de dias após a neve esgalhar
as ruas ficavam sujíssimas – anti-postal
como se por sobre toda a cidade
houvessem despejado borras de café
e neste pequeno café da praia
sem remoques perante o franco-suíço em queda
e o rosnar das águas
amo-te como o frio a entrar nos ossos –
o que fazemos todos dessa velhice prematura que poucos repreendem não será apenas mais do que um sopro insípido cheio de Sol. eu não durarei como Dürer nem irei gravar a angústia companheira mas por certo serei a porta giratória de um engenhoso palácio e quando as senhoras saírem de uma qualquer fábrica serei película e quando a terra tremer velejante saberei então a fama do poeta.
Turvo, o livro de lançamento de Sérgio Morais, é um mergulho íntimo, cru e luminoso naquilo que se pensa para sobreviver aos dias. Um livro que observa o corpo, o vazio, a ternura possível e o humor que nos impede de desabar.
Nesta sua primeira obra, Sérgio Morais escreve como quem procura acalmar o estômago: sem filtros, sem adornos, mas com uma precisão que convoca todos os lugares onde a sombra respira.
Turvo é um exercício inesperadamente humano — sobre ver o outro, sobre ver-se, sobre o absurdo de existir e a graça que às vezes lhe aparece por engano.
«Em poesia, é comum que os livros de estreia tenham temas muito nítidos e linguagem ainda difusa. "Par de Olhos", de Inês Morão Dias (n. 1988), parece inverter essa regra. A forma de escrever poemas patente neste livro (uma edição da resistente livraria Poetria, do Porto) nem parece de uma estreante, tal a segurança verbal, estrófica, sintáctica; em contrapartida, não saberíamos responder à pergunta 'sobre que é este livro?' E ainda que o 'sobre', em poesia, não seja um elemento determinante, é insólita a coexistência de linguagem precisa e tema vago. A não ser que o 'tema' seja a escolha do tema poético, ou antes, a escolha de uma atitude a ter em relação a temas poéticos. Tendentes à abstracção, os poemas deste livro nunca são de facto abstractos; capazes de nomear o quotidiano (o sofá, o PC, a mãe), parecem querer rasurar tudo o que seja da ordem da banalidade ou do pitoresco. (…) Por dúvida, ou por delicadeza, esta poesia hesita, faz-se mais cerebral do que gostava. E reconhece então que "o cubismo é humano”, quer dizer, que o humano está em processo, em montagem, em andamento: “Já te disse que não sou fotogénica mas que / sou muito / boa / em movimento?”»
Pedro Mexia
(livro com mais de 18 meses, válido para o cartão Amigo Poetria)
apetece o lodo
o limo lavar a cara
com largos dedos
longos - limpar
e perseguir até ao mais
pequeno resto - de osso
até à matéria mais branca
(nem aí se encontrará homem)
ou palavra (aluvião)
perros pesados (presos)
em terreno desconhecido
materiais mais pesados
nesta cidade os poetas / enchem salas de espectáculo / para ver combates de boxe / alguns de entre nós literatos tentam / fechadas todas as livrarias / apreciar o que isto tem de dança / antes dos rostos no centro do espetáculo / manchados de sangue // mas também nós estamos agora / só a contar o tempo / entre os golpes /que vão sendo desferidos na arena / sob o corpo de um atleta cansado / tão cego de raiva / que vai agora investindo / golpe baixo atrás de golpe baixo / contra a fúria do árbitro e dos bêbados na audiência / o nariz partido / os golpes nas orelhas inchadas / no torso no rosto // e eu constato que é mesmo necessário / destilar gin para tentar curar por alguns momentos / uma tristeza completamente incurável (...)
foste como o mar de Neruda
dizias que sim
depois que não
e que sim
e que não
fomos uma história de vagas
suspensa como a areia
quando a pisamos dentro de água
2ª edição
ISTO NÃO É UM EVENTO!
Dez dedos disseram que sim/ cinco disseram talvez/nenhum apareceu// Era uma vez um colecionador de eventos/que eventualmente conheceu alguém/ num evento e lhe disse olá// (Não tenho certezas, pois não sou/ narrador) /Viciado em Olás/ percorria evento a evento// Criava eventos/ sonhava com eventos/ ia a eventos// Eventualmente acabou por/ descobrir que ir ou não ir/ era o mesmo evento:/ a sua solidão era sempre/ a mesma// Eventualmente escura/ Eventualmente fria
(livro com mais de 18 meses, válido para o cartão Amigo Poetria)
Demora dois minutos
Nada mais que talheres dentados a
rodar
sobre segundos
A coisa passa rápido
É como a gripe
- Eu como gripe disse
alguém
Eu vou até Saturno disse
bruno
E foi
anelou-se
assim
para sempre
Em dois minutos
(livro com mais de 18 meses, válido para o cartão Amigo Poetria)
EDIÇÕES ESPECIAIS
“cuidado! cuidado! ela vai parir a própria língua. se afastem! não vai ser uma cena muito bonita. ela vai parir uma nova língua! a própria língua. não é a nossa língua. eu digo que é a nossa língua. não, mas senhora, ela me disse que não é a nossa língua. é outra língua. ela tentou escrever na nossa língua. tentou. mas disseram a ela que não era a mesma língua. (…) “
A edição especial de “Língua-Mãe” é assinada e numerada pela autora e traz consigo uma ilustração da artista Joana Lavor.
Foram feitos 20 exemplares.
Edição numerada e assinada pelo autor (x de 20), com 6 reproduções de alta qualidade de desenhos de Marta Silva.
um par de dias após a neve esgalhar
as ruas ficavam sujíssimas – anti-postal
como se por sobre toda a cidade
houvessem despejado borras de café
e neste pequeno café da praia
sem remoques perante o franco-suíço em queda
e o rosnar das águas
amo-te como o frio a entrar nos ossos –
Numerado e assinado (x de 30), desenhos da autora.
«Em poesia, é comum que os livros de estreia tenham temas muito nítidos e linguagem ainda difusa. "Par de Olhos", de Inês Morão Dias (n. 1988), parece inverter essa regra. A forma de escrever poemas patente neste livro (uma edição da resistente livraria Poetria, do Porto) nem parece de uma estreante, tal a segurança verbal, estrófica, sintáctica; em contrapartida, não saberíamos responder à pergunta 'sobre que é este livro?' E ainda que o 'sobre', em poesia, não seja um elemento determinante, é insólita a coexistência de linguagem precisa e tema vago. A não ser que o 'tema' seja a escolha do tema poético, ou antes, a escolha de uma atitude a ter em relação a temas poéticos. Tendentes à abstracção, os poemas deste livro nunca são de facto abstractos; capazes de nomear o quotidiano (o sofá, o PC, a mãe), parecem querer rasurar tudo o que seja da ordem da banalidade ou do pitoresco. (…) Por dúvida, ou por delicadeza, esta poesia hesita, faz-se mais cerebral do que gostava. E reconhece então que "o cubismo é humano”, quer dizer, que o humano está em processo, em montagem, em andamento: “Já te disse que não sou fotogénica mas que / sou muito / boa / em movimento?”»
Pedro Mexia
apetece o lodo
o limo lavar a cara
com largos dedos
longos - limpar
e perseguir até ao mais
pequeno resto - de osso
até à matéria mais branca
(nem aí se encontrará homem)
ou palavra (aluvião)
perros pesados (presos)
em terreno desconhecido
materiais mais pesados
nesta cidade os poetas / enchem salas de espectáculo / para ver combates de boxe / alguns de entre nós literatos tentam / fechadas todas as livrarias / apreciar o que isto tem de dança / antes dos rostos no centro do espetáculo / manchados de sangue // mas também nós estamos agora / só a contar o tempo / entre os golpes /que vão sendo desferidos na arena / sob o corpo de um atleta cansado / tão cego de raiva / que vai agora investindo / golpe baixo atrás de golpe baixo / contra a fúria do árbitro e dos bêbados na audiência / o nariz partido / os golpes nas orelhas inchadas / no torso no rosto // e eu constato que é mesmo necessário / destilar gin para tentar curar por alguns momentos / uma tristeza completamente incurável (...)
Numerado e assinado pelo autor. Edição especial com 4 reproduções de colagens do autor.
O Buraco Da Cozinha
não escolhas uma mulher que tenha tido muitos homens / não escolhas uma mulher que tenha tido poucos homens / não escolhas uma mulher / não escolhas ninguém // tenham tido muitos ou poucos levar-te-ão à loucura / serás sempre a barata que foge à lata de insecticida / que procura a racha na parede da cozinha // nenhuma curará o que quer que seja de que padeces / ou julgas padecer / descobrirás novas e encontrarás velhas paranóias / viverás ainda as paranóias delas // por isso pensa muito bem /sempre que quiseres esgueirar-te / pelo buraco da cozinha
Numerados e assinados pelo autor (x de 30), desenhos originais ao longo de todas as páginas do livro.
Como Cortar Uma Laranja?
A vida exige desenvoltura/ ter mãos sobre a mesa/ olhos e pele à mercê da admiração/ O ponto e a vírgula na exata pausa/ mas nunca a Pausa Absoluta na/ linha interrupta da grande planície // Sonhos perdas risos e medos/ núcleo sem arestas ou espinhas/ onde a minha mão estende sempre/ para a tua mão // Quando pensares no intervalo frio duro/ ferve o desejo da morte junto daqueles/ que desesperadamente amas e a/ Pausa nunca será possível
Numerados e assinados pelo autor (x de 30), reprodução de óleo assinado pelo autor, J Noronha Ozorio.
Demora dois minutos
Nada mais que talheres dentados a
rodar
sobre segundos
A coisa passa rápido
É como a gripe
- Eu como gripe disse
alguém
Eu vou até Saturno disse
bruno
E foi
anelou-se
assim
para sempre
Em dois minutos